Métodos
A Reconstrução Mamária envolve, no minimo, três outros tempos operatórios, além da Mastectomia.
Não são de excluir tempos operatórios complementares para refinamento estético.
Os Métodos habitualmente usados podem ser:
• Implante mamário • Expansão (expansor tissular) e Implante Mamário • Retalhos musculo-cutâneos: ◦ 1.Latissimus dorsi ( L. D. ) ◦ 2.Rectus abdominis ( T.R.A.M. ou Hartramph ) • Métodos microcirurgicos ( Gluteus maximus, T.R.A.M., L.D. ) A selecção de um dado método depende do estado clínico global, da expectativa e tolerância do doente, do estado da mama contralateral, assim como da obtenção de uma Reconstrução que consiga se aproximar dos objectivos atrás referidos. Reconstrução Mamária com introdução de implante É tecnicamente a Reconstrução mais simples; consiste na introdução de um implante por debaixo do músculo e fáscia da parede torácica. Tal como nos outros métodos que utilizam implantes mamários desenvolver-se-á uma cápsula fibrosa para o que a doente deve estar informada e efectuar as medidas para contrariar o seu desenvolvimento sugeridas pelo cirurgião. Reconstrução Mamária com expansão e introdução de implante mamário Este método é uma variação da técnica anterior; utiliza o principio da distensão gradual de tecidos que serão utilizados para cobrir o Implante Mamário. O expansor tissular é um dispositivo formado por um reservatório ( "bolsa" ou "saco" ) que está ligado a uma válvula por onde se introduz, semanalmente, soro fisiológico com o objectivo de aumentar o volume do reservatório e assim distender os tecidos moles suprajacentes.
Este é o método mais frequente na Reconstrução Imediata.
Na primeira intervenção cirurgica introduz-se o expansor que será mantido alguns meses ( 2 a 3 meses para a expansão e mais de 3 meses após a expansão) que na intervenção subsequente ( segunda intervenção ) será removido e substituido pelo implante. Tal como no método anterior um dos problemas pode ser o desenvolvimento de contractura capsular sintomática, além de implicar uma intervenção cirúrgica adicional e o seguimento semanal em Consulta Externa durante a expansão. O doente deve estar ciente que este método é lento e inclui várias intervenções cirúrgicas. A Reconstrução Mamária com Expansão Tissular tem mais complicações do que a feita apenas com a introdução de Implante Mamário. Além das que ocorrem neste tipo de Reconstruções podem surgir também as relacionadas com a Expansão Tissular, mas o resultado é habitualmente compensador.
Reconstrução Mamária com Retalhos Musculo-Cutâneos
Os Retalhos Musculo-cutâneos servem para fornecer tecidos adicionais à Reconstrução Mamária nos casos em que deles há escassez e são técnicas mais complexas. Os Retalhos mais utilizados são o Latissimus dorsi e o Rectus abdominis ( T.R.A.M. ) . Em casos mais raros pode utilizar-se o Gluteus Maximus. O Retalho de Latissimuos dorsi utiliza pele e músculo da face posterior do tórax; pode ser útil quando se pretende o preenchimento axilar ou foi efetuada uma Mastectomia Radical em doentes magros, com pele fina ou irradiada e em pacientes com perturbações sensíveis da drenagem linfática do membro superior. As complicações mais frequentes são o seroma da área dadora e a necrose parcial ( < 5 % ) ou total do retalho. A sequela cicatricial da zona dadora dorsal , alongada , não é desprezível. O Retalho de Rectus abdominis ( T.R.A.M. - transverse rectus abdominis musculocutaneous flap ou Retalho de Hartrampf ) utiliza pele, tecidos celular subcutâneo e adiposo da parte inferior do abdómen. Este retalho implica um esforço físico e emocional muito importante , daí que só deverá ser efectuado em doentes motivados e preparados para uma grande cirurgia com um período de convalescença arrastado. Além das complicações associadas aos retalhos podem ocorrer problemas relacionados com a fraqueza da parede abdominal sendo possível o desenvolvimento de hérnias ou eventrações. Quando não estão disponíveis ou já foram utilizados noutras reconstruções os retalhos anteriormente referidos pode utilizar-se o Retalho de Gluteus Maximus, formado pela parte superior do Gluteus Maximus, pele e tecido celular - subcutâneo. Esta Reconstrução é bastante complexa tendo necessidade de recorrer a técnicas microcirúrgicas que têm também outros campos de aplicação como técnica auxiliar em casos especiais. Reconstrução do complexo areolo - mamilar A Reconstrução do Complexo Areolo - Mamilar faz parte integrante da Reconstrução Mamária e o objectivo é a reconstruçao de um Complexo Areolo - Mamilar semelhante ao do lado oposto, quer em termos de simetria, quer em termos de cor e textura. A Reconstrução do Complexo Areolo - Mamilar só deverá ser efectuada quando se atingir a simetria mamária; em geral realiza-se 2 a 3 meses após a Reconstrução Mamária. A Reconstrução do mamilo pode ser feita à custa do mamilo oposto ou à custa de retalhos locais. A Reconstrução da areola pode ser feita com: • Areola do lado oposto • Enxerto de pele total da face interna das coxas, da axila ou de cicatrizes Em geral é necessário tatuagem do Complexo Areolo - Mamilar reconstruido para se obter uma tonalidade semelhante à da mama oposta. Procedimentos complementares Na maioria dos casos é necessário proceder-se a técnicas cirurgicas para simetrização com a mama contralateral com o objectivo de se alcançar o melhor resultado possível. Há casos em que é feita uma mamoplastia na mama sã, que poderá ser de aumento, redução ou uma mastopexia ( subida) para que o resultado quanto ao tamanho e forma das mamas seja o mais simétrico que possível, sabendo sempre que nunca ficarão iguais.
Fonte: Faccia
Fotos de reconstrução Mamária
RETALHO RETIRADO DA GRANDE DORSAL , MAMILO RETIRADO O RETALHO DA VIRILHA E O BICO DA PRÓPRIA PELE DA RECONSTRUÇÃO. |
terça-feira, 4 de março de 2014
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