sábado, 9 de agosto de 2014

Vacina brasileira surge como promissor tratamento contra câncer de próstata

Uma vacina desenvolvida no Brasil e que obteve resultados bem-sucedidos em testes com humanos promete ser um tratamento mais eficaz e barato que o lançado nos Estados Unidos em 2010 e até agora considerado referência para tratar o câncer de próstata.
"Obtivemos taxas espetaculares de redução da doença e de diminuição da mortalidade por câncer de próstata", disse à Agência Efe o pesquisador Fernando Kreutz, responsável pela inovação e proprietário do FK Biotec, o laboratório com sede em Porto Alegre que patenteou a vacina.
O produto estimula o sistema imunológico a identificar e destruir as células cancerígenas e a previsão do laboratório é lançar a vacina em, no máximo, três anos.
Apesar dos testes clínicos demonstrarem a eficácia da vacina no tratamento do câncer de próstata, os responsáveis da inovação consideram que também poderá ter resultados bem-sucedidos com outros tipos da doença.
"Já fizemos pequenos estudos com a vacina para tratar câncer de mama, de pâncreas, de intestino e melanoma. O pequeno número de pacientes ainda não nos permite ter conclusões clínicas, mas nos impressionou uma resposta clínica parcial em um paciente com câncer de pâncreas, que é um dos mais agressivos e mortais, com um índice de sobrevivência de apenas três meses", explicou Kreutz.
O fármaco é desenvolvido a partir das células tumorais do próprio paciente e tem o objetivo de tratar pessoas que já foram diagnosticadas com câncer para evitar a reaparição da doença ou sua morte.
"Trata-se de uma tecnologia que prevê o tratamento particular, já que cada vacina é elaborada a partir de células do paciente. Trata-se, além disso, de uma vacina terapêutica e não preventiva. Seu objetivo é tratar as pessoas com o tumor e não prevenir o surgimento da doença", acrescentou o pesquisador.
Os primeiros testes foram realizados em 107 pacientes com câncer de próstata em estado avançado, ou seja, já submetidos à cirurgia ou que já tinham retirado a próstata, que passaram por revisões periódicas durante cinco anos depois da vacinação.
Enquanto em 85% dos pacientes vacinados foi impossível detectar o PSA cinco anos depois, essa porcentagem foi de apenas 48% entre os pacientes não vacinados. O PSA é a proteína utilizada como marcador nos exames para diagnosticar câncer de próstata.
Entre os pacientes vacinados a taxa de mortalidade se reduziu a 9%, muito abaixo dos 19% registrados entre os não vacinados.
"Neste tipo de câncer a taxa de mortalidade média é de um em cada cinco pacientes, mas com a vacina conseguimos reduzir as possibilidades de morte para um em cada 11 pacientes", comemorou o proprietário do KF Biotec, que é vinculada a programa da Finep (empresa vinculada ao Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação).
Os testes clínicos, que agora entrarão em sua terceira fase com outros 416 pacientes, também demonstraram que o produto é seguro.
De acordo com Kreutz, a vacina brasileira poderá ser uma alternativa a uma mais cara e menos eficaz lançada há três anos pelo laboratório americano Dendreon, cujo valor de mercado chegou a US$ 6 bilhões graças à inovação.
Enquanto o tratamento americano é oferecido por US$ 91 mil por paciente, o brasileiro pode ser colocado no mercado por US$ 35 mil dólares no exterior e US$ 15 mil no Brasil, segundo seu criador.
A outra vantagem é que enquanto o tratamento americano tem como alvo um único antígeno, o brasileiro foi desenvolvido para trabalhar com múltiplos antígenos, o que aumenta sua eficácia para destruir elementos estranhos e reduz as possibilidades de resistência.
"A importância deste projeto é que, além de oferecer um novo tratamento oncológico no mundo com base na imunoterapia, estamos introduzindo uma tecnologia inédita no Brasil", concluiu Kreutz.
Chá de camomila para acalmarO chá de camomila tem várias qualidades que vão além do sabor agradável. Ele pode proporcionar momentos de relaxamento e prazer e também possui propriedades funcionais importantes, chamadas de compostos fenólicos, com destaque para o flavonóide apigenina e quercetina.
O flavonóide apigenina, mais predominante na Matricaria recutita ou Chamomilla recutita (camomila), é responsável pela coloração da planta, que apresenta efeito calmante e relaxante.
Para tal efeito, basta preparar uma infusão de água fervente junto com a erva seca e deixar abafando 
por pelo menos 10 minutos. Recomenda-se a ingestão de 2 a 3 xícaras ao dia, entre as refeições.
Do ponto de vista nutricional, a correção de hábitos alimentares e a reeducação alimentar têm excelente sinergia com o uso dos chás. É importante ressaltar que, por tratar-se de uma erva com efeito terapêutico, a ingestão de chás não deve ser relizada tão próxima às refeições, para que não haja “competição” entre os componentes das plantas e os nutrientes dos alimentos, não interferindo assim na absorção intestinal.
O bom senso deve andar lado a lado com a saúde a fim de manter a biodisponibilidade e funcionalidade dos princípios ativos, garantindo momentos de prazer.

Os benefícios do chá

Depois da refeição, no fim da tarde ou antes de dormir. O chá – que teve sua origem no Oriente – tornou-se popular em vários países e também no Brasil, sendo a segunda bebida mais consumida no mundo, depois da água. É feito com a infusão de folhas em água quente e, tradicionalmente, são usadas folhas da planta chamada chá, que pode ser verde, branco, preto ou Oolong, intermediário entre o verde e o preto. Com o tempo, os povos começaram a usar outras folhas, flores e frutos.
Os benefícios do cháNo início, o chá era consumido apenas com objetivo medicinal, mas aos poucos passou a ser usado, como bebida, por prazer.
O pioneiro na difusão dessa nova característica foi Confúcio, líder espiritual chinês que desenvolveu e disseminou preceitos éticos no século VI a.C. O chá aportou na Europa, trazido por holandeses e portugueses, devido às colônias que tinham na China. Mas foi no século XVIII que a bebida se espalhou pelo mundo, pois os ingleses incluíram o chá no cardápio diário, o famoso 'chá das 5'.
Além de proporcionar um momento de relaxamento ou de reunir amigos, tomar chá é um hábito muito saudável. Dependendo da folha usada na infusão, a bebida pode oferecer nutrientes que ajudam no bom funcionamento do organismo.
"Existe uma série de chás que contribuem para a saúde", diz Fabiana Trovão, nutricionista clínica, especializada em nutrição funcional do Hospital Israelita Albert Einstein (HIAE).
Segundo ela, o chá verde, por exemplo, que tem como princípio ativo os polifenois (responsáveis por diminuir os níveis de colesterol), contribui para a saúde bucal e tem efeito antioxidante, diminuindo a produção de radicais livres, responsáveis pelo envelhecimento.
Com características semelhantes, o chá preto tem mais cafeína e deve ser tomado até as 6 horas da tarde para não interferir no sono.
Apesar da tradição das folhas de chá (verde e preto) no Brasil, os de camomila, hortelã, erva-doce, capim-cidreira e boldo estão entre os mais consumidos.
Outra paixão brasileira é o chá-mate, derivado da erva-mate. Além de ser utilizado de diversas maneiras, seja no chimarrão, seja no tererê (bebida típica da Região Centro-Oeste), é refrescante e tem propriedades antioxidantes.

Efeitos do bem

Quente ou fria, a bebida pode trazer mais do que um momento de prazer. Há os chás que estimulam o apetite, ajudam a acalmar e melhoram a função gastrointestinal. Confira a função de cada um.
Os chás não podem ser usados de forma aleatória, sem indicação de um profissional, pois podem causar danos à saúde
  • Estímulo do apetite: alecrim, agrião, camomila, melissa, dente-de-leão, sálvia, manjerona, alfavaca.
  • Calmantes ou sedativos: capim-cidreira, maracujá, valeriana, hortelã, folha de laranja, melissa, alface e angélica.
  • Melhora nos problemas estomacais e intestinais:erva-doce, hortelã, camomila, poejo, angélica, sálvia e funcho.
  • Digestivos: hortelã, camomila, boldo, quássia, raiz de genciana, sálvia, carqueja, anis estrelado.
  • Cicatrizantes: eucalipto, cavalinha, maracujá, couve, babosa, bálsamo-do-peru, cardo santo.
  • Anti-inflamatórios: agrião, limão, hortelã, alecrim, cavalinha, dente-de-leão, urtiga, folha de abacate.
  • Antissépticos: arnica, bardana, limão e malva branca.
  • Antidiarreicos: casca ou polpa de maçã, broto ou polpa de goiaba e casca de romã.
  • Estímulo do intestino: semente de linhaça, ameixa preta, cáscara sagrada, zimbro, hortelã, erva-doce e capim-cidreira.
  • Combate aos radicais livres: chá-mate.
Mesmo com tantos efeitos funcionais, os chás não são medicamentos e não devem substituí-los. Também é muito perigoso comprar folhas em mercados populares, indicadas por leigos como tratamento de doenças. "Os chás não podem ser usados de forma aleatória, sem indicação de um profissional, pois podem causar danos à saúde. O fato de ser natural não elimina os efeitos colaterais. É preciso conhecer a planta e sua eficácia para então ter certeza de sua ação no organismo", alerta a nutricionista Fabiana.

Modo de preparo

Nada mais simples do que preparar um chá; basta ferver a água e depois colocar as folhas em infusão. O ideal é a bebida ser tomada entre as refeições – quente ou fria – e seu preparo ser feito na hora. "Quando deixado em garrafa térmica, o chá pode perder até metade das propriedades funcionais", aconselha a nutricionista.
Apesar de em muitos países, como a Inglaterra, o chá ser misturado ao leite, a nutricionista informa que esse modo de preparo prejudica a absorção das catequinas, encontradas principalmente no chá verde e responsáveis pela ação antioxidante.
    Um conceito relacionado ao tratamento cirúrgico do câncer de mama está sendo revisto.
Há décadas se tem o conceito de que havendo um ou mais linfonodos comprometidos por câncer na axila, este comprometimento indicaria obrigatoriamente o esvaziamento do restante dos gânglios na axila. Este conceito passa agora a ser questionado.
O estudo em questão mostrou que para mulheres com tumores dentro de                                                                                                                                                      

determinadas características (tumores <5 cm, axila sem gânglios palpáveis), mesmo documentando que o linfonodo sentinela está comprometido, esvaziar a axila, além de proporcionar o tratamento radioterápico, hormonal e quimioterápico, não é necessariamente melhor do que apenas proporcionar estas modalidades não cirúrgicas do tratamento.
Com base nesta igualdade de resultados a médio prazo (as pacientes foram seguidas por 6 anos), no caso de mulheres que se encaixem nestes parâmetros clínicos, já é plausível discutir individualmente com estas pacientes sobre a hipótese de poupá-las do esvaziamento axilar e suas consequências.

medicamentos

Nova medicação ajuda a proteger pacientes de progressão de metástases ósseas.
Estudo comparou o tratamento padrão das metástases ósseas (ácido zoledrônico) com uma nova medicação (denosumabe) em mais de 2.000 pacientes.
O resultado mostrou uma redução na frequência de fraturas, além de uma toxicidade menor com a nova medicação.
Como até 80% das pacientes com câncer metastático de mama apresentam em algum momento doença nos ossos, a aprovação desta medicação proporcionará mais uma opção para tentar evitar que a doença progrida.
- See more at: http://www.cancerdamama.com/news/nova-medicacao-para-pacientes-de-metastases-osseas/#sthash.TEiuYbN6.dpuf
Pesquisas com novas medicações no tratamento do câncer de mama metastático trazem notícias muito encorajadoras. 
Os novos dados se referem tanto a mulheres cujos tumores apresentam receptores hormonais quanto a mulheres cujos tumores hiperexpressam Her2. Em conjunto, estes avanços deverão acrescentar boas opções de tratamento para mais de 70% das mulheres com câncer de mama metastático.
Segue breve descrição sobre estes avanços:

Everolimus + Exemestano

Estudo da associação de medicação denominada Everolimus com hormonioterapia em segunda linha denominado Exemestano mostrou que esta combinação prolongava de maneira muito significativa o tempo que uma mulher permanece livre de progressão da doença (e portanto o tempo que esta mulher consegue adiar o início da quimioterapia, após falha da hormonioterapia).
Mulheres que receberam Exemestano apenas tiveram controle da doença por 4,1 meses na mediana, enquanto aquelas que receberam a associação de Exemestano com Everolimus (oral) tiveram controle por 10,6 meses. A combinação foi bem tolerada, com raros casos de efeitos colaterais graves.
Com base nestes resultados, é muito provável que no futuro próximo comecemos a usar esta associação de Everolimus com hormonioterapia em mulheres com câncer de mama metastático receptor positivo.
Referêcia: Baselga, N Engl J Medicine 2011

Trastuzumabe e quimioterapia

Mulheres cuja doença expressa a proteína Her2 em excesso se beneficiam de maneira muito significativa da associação da medicação Trastuzumabe (um anticorpo anti-Her2) à quimioterapia, tanto na doença metastática, quanto no tratamento adjuvante (pós-operatório, com intuito curativo).
Um novo estudo, publicado no início de dezembro, mostra que a associação de outro anticorpo anti-Her2, denominado de Pertuzumabe, quando associado ao Trastuzumabe e quimioterapia, pode promover grande benefício para mulheres com câncer de mama metastático.
O grupo de mulheres que recebeu a combinação de Pertuzumabe, Trastuzumabe e quimioterapia teve controle da doença por 18,5 meses, contra 12,4 meses no grupo que recebeu “apenas” Trastuzumabe e quimioterapia. Este aumento representa um avanço gigantesco do ponto de vista oncológico, no contexto da doença destas pacientes e deverá mudar a forma pela qual tratamos câncer de mama Her2-positivo no futuro próximo.
- See more at: http://www.cancerdamama.com/news/novidades-no-tratamento-do-cancer-de-mama/#sthash.Mx0GrXyo.dpuf

sexta-feira, 8 de agosto de 2014



Ressonância Magnética aparece hoje como uma ferramenta não invasiva para o diagnóstico de doenças como o câncer de próstata.
O câncer da próstata – O câncer de próstata é um dos cânceres mais comuns entre os homens com mais de 50 anos. Isso se manifesta no sistema reprodutor masculino, especificamente em um dos órgãos glandulares, na próstata. Ao desenvolver esta doença, as células da próstata sofrem mutações e se multiplicam certos incontrolavelmente.
Embora não necessariamente o tipo de câncer, envolve a morte, a sua detecção precoce é importante devido ao risco de metástase. As células cancerosas podem se espalhar a partir da próstata para outras áreas do corpo, como gânglios linfáticos ou ossos. Alguns de seus sintomas incluem: dificuldade de micção, dor ou disfunção erétil.
Ressonância magnética aplicada ao diagnóstico de câncer de próstata – Conforme mencionado, a mortalidade associada a esta doença tem diminuído. Este declínio se deve principalmente aos avanços na detecção e tratamento precoces. Um dos meios menos invasivos para ter um diagnóstico sobre a presença ou ausência do câncer, o PSA (Antígeno Prostático Específico). Este estudo envolve um exame de sangue que olha para a detecção precoce da presença desta doença.
Uma vez que esta análise pode abrigar algumas dúvidas, depois que um paciente apresenta um nível alto no PSA, deve ser estudado em profundidade para descartar ou confirmar a presença de um tumor maligno. Alguns pacientes, apesar de ter altos níveis de PSA, não mostram sinais de câncer em biópsias subsequentes. É principalmente nestes casos, em que um exame mais aprofundado é necessário. A ressonância magnética da próstata é um exame não invasivo, que trabalha com a equipe médica para diagnosticar com mais precisão as doenças como o câncer de próstata.
Câncer de Próstata
Equipamento altamente complexo, com um forte campo magnético, pulsos de radiofrequência e um computador para criar imagens detalhadas da área do corpo , a ressonância magnética serve para para visualizar a localização do tumor, seu tamanho e até mesmo agressão. Além disso, o médico dá a oportunidade de ver se o tumor está invadindo outras áreas do corpo, tais como tecidos adjacentes ou outros órgãos, ou se você tem características que indiquem que eu poderia fazer no futuro.
O pormenor proporcionado por este método, além das vantagens em termos de conforto do paciente, permite que o médico responsável tenha uma imagem clara e detalhada da situação, você pode escolher o melhor caminho a seguir. Há muitas opções de tratamento uma vez que o câncer foi detectado, e todos eles oferecem diferentes vantagens e desvantagens em cada caso particular.
Portanto, um diagnóstico mais detalhado e preciso permite uma melhor aplicação do tratamento a seguir. Alguns deles são:
Cirurgia radical – em que a próstata é retirada diretamente.
Intermediário – tratamentos como a radioterapia terapia hormonal, ou ablativos focais, etc.
Espera Vigilante – acompanhamento sem tratamento.
A importância da detecção precoce e da especificidade dos dados que podem ser tiradas de cada situação é vital para o tratamento de cada paciente. A ressonância magnética tem se tornado uma ferramenta não invasiva ao estabelecer uma visão clara do corpo anatômico, metabólicas e funcionais. Acompanha o paciente mais confortável com este processo, tornando-o mais simples e também oferece resultados confiáveis ​​e precisos.


Uma das novidades no tratamento do câncer de próstata é uma vacina, aprovada nos EUA, que mostrou ser capaz de aumentar a sobrevida de indivíduos em estágios avançados da doença.
câncer de próstata tem se tornado cada vez menos assustador aos olhos da medicina. Por se desenvolver mais lentamente do que a maioria dos tipos de câncer, pelas boas chances de cura se detectado em estágio inicial e pela disponibilidade de opções de tratamento em estágios mais avançados, ele está cada vez mais controlável. Embora seja o mais comum entre os homens, respondendo por 35%da incidência total dos cânceres, o mal que atinge a próstata é responsável pelo óbito de apenas 8% a 10% dos pacientes diagnosticados com a doença. Quando surgem nos mais jovens, esses tumores costumam ser mais agressivos, mas a maior parte dos casos (60%) é diagnosticada após os 70 anos.
Mesmo para pacientes com a doença avançada há boas novidades. A primeira é umavacina que mostrou ser capaz de aumentar a sobrevida de indivíduos em estágios avançados da doença e foi aprovada em abril deste ano pelo FDA, órgão que regula medicamentos nos EUA. Outra medicação experimental, uma terapia à base de hormônios à espera de aprovação, também apresentou bons resultados no tratamento de casos mais graves. Esse prolongamento da expectativa de vida, somado à lentidão característica do desenvolvimento do tumor de próstata, representa um ganho de tempo importante. São meses e anos nos quais novas técnicas e pesquisas surgirão e somarão tempo e qualidade de vida para a maioria dos pacientes, tornando esse tipo de câncer cada vez menos ameaçador.

Vacina para câncer da próstata é mais uma opção no arsenal terapêutico
É importante deixar claro que nem todos os casos diagnosticados precisam ser tratados com cirurgia ou radioterapia. Pessoas com tumores pouco agressivos, em estágios iniciais, podem manter a mesma qualidade de vida, controlando a doença com exames regulares e biópsias anuais para avaliar a evolução do tumor. A observação vigilanteé fundamental, especialmente para pacientes idosos, nos quais o desenvolvimento lento da doença terá pouca repercussão na sobrevida.
Quando a remoção da próstata se faz necessária, a cirurgia robótica tem ajudado a realizar procedimentos com menos sangramento, menor tempo de internação, retorno mais rápido às atividades normais e boa preservação da função sexual após a intervenção. A técnica,disponível no Brasil, já é usada em 80% das remoções de próstata nos Estados Unidos. Os equipamentos mais modernos de radioterapia também têm permitido uma alta taxa de cura.
A atitude preventiva de detecção precoce continua sendo a melhor receita para afastar o câncer de próstata. A prevenção, feita por meio da dosagem da proteína PSA no sangue, associada ao toque retal, permite a detecção do tumor ainda em estágio precoce. As consultas devem começar aos 40 anos para homens com maior risco (com pai ou irmão que tenha tido câncer de próstata antes dos 60 anos de idade) e aos 45-50 para os demais. Prevenir desde cedo é vital, pois, quando os sintomas aparecem, geralmente a doença já está disseminada e sua cura pode ficar comprometida.