quinta-feira, 18 de setembro de 2014

foto especialista                               


 dicas de uma nutricionista 

Conheça os alimentos que combatem o câncer

A alimentação correta pode promover qualidade de vida

Pessoas que se alimentam conforme os fundamentos da nutrição funcional sentem os benefícios no seu dia-a-dia. Além de prevenir e cuidar de muitas doenças, os alimentos funcionais promovem bem-estar físico e mental para quem os ingere. 

Dentre os vários aspectos positivos para a saúde, atualmente médicos já indicam alguns alimentos que, se ingeridos conforme indicado, podem* prevenir vários tipos de câncer em homens e mulheres. 

Conheça alguns desses alimentos e como eles atuam no nosso organismo promovendo qualidade de vida: 

- Azeite de oliva e câncer de mama 
Os polifenóis contidos no azeite extra-virgem de oliva são responsáveis por programar a morte de células cancerígenas, diminuindo a expressão de genes pró-cancerígenos. Estes fitos químicos estão apenas presentes no azeite de oliva extra-virgem de primeira extração - a frio e sem químicas. O consumo de duas colheres de sobremesa ao dia é recomendável. 

- Brócolis e câncer de mama 
Estudos mostram que o componente sulforofano inibe a proliferação de células tumorais de modo semelhante ao do taxol e vincristina - poderosos medicamentos anticancerígenos. Outros vegetais que podem também ser benéficos como o brócolis são o repolho e a couve-flor. O ideal é a ingestão de ½ xícara de chá ao dia. 

- Tomate e câncer de pulmão, útero, próstata e boca 
Além de cargas de vitamina C, o tomate é uma das mais ricas fontes de licopeno flavonóide - o que lhes confere a sua cor vermelha e que demonstrou defender o organismo contra o câncer de pulmão, útero, próstata e boca. Para que tenha esse efeito, é necessário o consumo de 3-4 rodelas de tomate por dia. 


- Espinafre e câncer de mama e pulmão
Em vários estudos verificou-se que pessoas que incluem duas ou mais porções de espinafre por semana em sua nutrição têm consideravelmente mais baixas taxas de câncer de mama e pulmão. 

- Alho e câncer Os compostos de enxofre já demonstraram proteger contra o câncer, por neutralizar agentes cancerígenos e retardar o crescimento tumoral. Em estudo, investigadores descobriram que as mulheres que consomem alho pelo menos uma vez por semana, também têm uma incidência 32% menor de câncer de mama. 

- Laranjas e câncer de pulmão e estômago 
Já conhecidas por seu alto teor de vitamina C, pesquisas mostram que as laranjas também são ricas em muitos outros compostos anticancerígenos. Pesquisadores descobriram que as laranjas contêm mais de 170 fito químicos. Além disso, os compostos chamados limonóides - que dão aos frutos cítricos sabor ligeiramente amargo são também altamente ativos contra o câncer. O consumo regular de laranjas (1 fruta ao dia, ou 1 copo de suco) está associado significativamente ao menor número de câncer de pulmão e estômago. 

- Feijão 
Todos os tipos de feijão são carregados com os inibidores da protease - compostos que tornam difícil para as células cancerígenas de invadir tecidos adjacentes. As lentilhas pertencem também à família de feijão, e são saborosas e fáceis de preparar. 

- Soja e câncer de mama 
As isoflavonas contidas na soja podem afectar o desenvolvimento do câncer de mama por competir com o estrogênio do corpo na ligação aos receptores de estrógeno. As isoflavonas também podem reduzir o risco do câncer de mama através do aumento do hormônio sexual vinculado a globulina, o que reduz níveis de estrógeno no sangue. 

*cada organismo reage individualmente e o ideal é procurar um especialista em nutrição funcional para indicar o que funciona para o seu. 

Adolescentes que se exercitam têm menos chances de sofrer com câncer de mama

Prática intensa de atividade física a partir dos 12 anos protege mulheres na fase adulta

Um estudo realizado por pesquisadores norte-americanos publicado no Journal of the National Cancer Institute apontou que adolescentes praticantes de exercícios físicos intensos diminuem as chances de sofrer com câncer de mama na fase adulta. A prática de atividade física deve começar por volta dos 12 anos e durar por dez anos para que a proteção contra a doença seja notada. 

Os pesquisadores acompanharam 65 mil enfermeiras de 24 a 42 anos que participavam de uma pesquisa sobre saúde. As participantes do estudo detalharam a prática de atividades físicas que fizeram desde a época em que tinham 12 anos, respondendo um questionário. 

Durante seis anos de estudo, 550 mulheres foram diagnosticadas com câncer de mama, antes de entrarem na menopausa. Os resultados apontaram que as mulheres fisicamente mais ativas durante a adolescência e início da juventude eram 23% menos suscetíveis ao desenvolvimento do câncer, se comparadas com aquelas que eram sedentárias. As estatísticas apontam para a fase que precede a menopausa e têm maior relevância entre mulheres que praticaram exercícios entre 12 e 22 anos. 

Falando da intensidade das atividades físicas, o menor risco de tumor foi registrado entre mulheres que praticavam corrida durante três horas e 15 minutos ou outros exercícios intensos semanalmente. 

Os pesquisadores relatam que isso acontece porque os exercícios são capazes de reduzir os níveis de estrogênio, hormônio que tem sido relacionado ao risco de câncer. É por causa da diminuição do hormônio que atletas adolescentes têm a primeira menstruação mais tarde ou apresentam ciclos irregulares. 

Adolescentes são mais preguiçosos 
Um outro estudo realizado nos Estudados Unidos mostrou que as crianças americanas se tornam mais preguiçosas quando atingem a adolescência. A pesquisa contou com a participação de 1.000 crianças de diversas idades, entre 2000 e 2006. Enquanto 90% dos entrevistados de 9 anos praticam exercícios durante duas horas na maioria dos dias, menos de 3% se exercitam pelo mesmo período quando chegam aos 15 anos. 
 


Mais uma constatação dos estudiosos é que os meninos são mais ativos que as meninas, em todas as idades. Além disso, menos de um terço dos adolescentes se exercitam de acordo com a recomendação mínima feita pelo governo norte-americano de uma hora diária de exercício moderado. 

Os resultados apontam para a possibilidade de o sedentarismo se estender pela fase adulta, aumentando o risco de desenvolvimento de doenças cardíacas, obesidade, hipertensão e diabetes.

Depois de vencer o câncer, voltar à rotina exige reforço emocional

Especialistas dão dicas para que a retomada ocorra de forma natural, sem pressões

O enfrentamento da doença é tão torturante que a vitória acaba ganhando a maior parte da atenção. Mas, mesmo depois de vencer o câncer, o paciente continua precisando de cuidados especiais, física e emocionalmente. Não importa o tipo de tumor, o corpo fica debilitado e exige um acompanhamento cauteloso , afirma o oncologista Murilo Buso, do Centro de Câncer de Brasília (Cettro). Cada caso envolve variáveis específicas, desde o tipo e a extensão da doença até as drogas e a terapia empregadas no combate. A idade e as condições clínicas também inferem bastante no sucesso do tratamento , afirma o médico.Ele lembra que o câncer não é uma doença exatamente, mas sim um grupo variado delas, que têm em comum o crescimento desordenado e maligno de células que invadem os tecidos e órgãos, podendo espalhar-se (metástase) para outras regiões do corpo. De toda forma, uma dieta saudável e balanceada é essencial na recuperação.

Os casos em que há cirurgia ou consumo de medicamentos muito tóxicos podem pedir algumas restrições no cardápio. Mas, em geral, as recomendações prezam pelo consumo de alimentos com rápida digestão e fracionamento das refeições ao longo do dia. Também é bom evitar alimentos gordurosos e muito quentes , afirma o médico. De acordo com ele, essa é uma fase muito sensível, e a supervisão de um especialista, para prescrever uma dieta com todos os nutrientes necessários, pode acelerar a recuperação da saúde. Uma boa pedida são os sorvetes, que alimentam e são bem tolerados mesmo entre quem sofre com as náuseas e feridas na boca.
Câncer - Getty ImagesCâncer
Vencer a doença e voltar imediatamente à ativa, no entanto, está longe de ser a regra. Isso acontece aos poucos , afirma a psicóloga Cristiane Decat, também do Cettro. Isso porque o sofrimento não vem apenas da doença em si, mas dos próprios tratamentos, normalmente marcados pelos efeitos colaterais. É comum observar seqüelas emocionais e mudanças no estilo de viver do paciente e da família , emenda o oncologista.

A oncologista clínica Patrícia Andrade Brandalise, gerente médica oncologia do Laboratório Eli Lilly do Brasil aponta que a recuperação total dos efeitos da quimioterapia e radioterapia, por exemplo, leva de três a seis meses. No caso de cirurgias (como a retirada da mama ou cirurgias torácicas), a recuperação pode pedir mais tempo ainda , afirma.

Já a imunidade é normalizada após cerca de um mês livre de quimioterapia ou radioterapia (desde que não haja complicações, como a neutropenia ou queda dos glóbulos brancos. Os exercícios físicos são de grande ajuda nesta fase, porque garantem disposição extra para suportar o tratamento. Só precisam ser leves e feitos sob supervisão , afirma Patrícia.
Depressão pós-câncer - Getty ImagesDepressão pós-câncer
Para amenizar um pouco os traumas deixados pelo câncer, a terapia é uma boa opção. O amparo emocional alivia angústias e o medo da doença , diz a psicóloga. A ajuda psicológica também é útil no tratamento e no diagnóstico, reduzindo a depressão, a ansiedade e o que chamamos de transtorno de ajustamento (quando uma mudança muito violenta dificulta a interação social) .

Esse acompanhamento também dá força aos pacientes que temem, a qualquer momento, a volta da doença. Pacientes que sofreram com câncer de mama, por exemplo, costumam tomar um medicamento que evite novos tumores até cinco anos depois de eliminado o problema. Em outros casos o acompanhamento é feito por exame clínico, de imagem e de sangue , afirma Patrícia Brandalise. As visitas ao médicos acontecem a cada três meses no primeiro ano após o fim da doença, diminuindo para intervalos semestrais do segundo ao quinto ano. E, se estiver tudo bem, basta uma consulta anual daí em diante , afirma a especilista.



Tudo isso, entretanto, nem sempre basta para afastar o pânico em algumas pessoas. Trata-se de um medo muito comum, que atrapalha a retomada das atividades e causa sofrimento mesmo quando já houve alta , afirma Cristiane. A psicóloga ressalta que, no período imediatamente posterior ao fim da doença, a terapia produz os efeitos mais positivos. A ocasião precisa ser marcada por uma forte sensação de apoio ao paciente. Em geral, ele está muito abalado pelas perdas vividas (sociais e até no próprio corpo) e, caso tenha o emocional bem trabalhado, retorna melhor ao dia-a-dia e percebe que sempre há chance de fazer novas escolhas e recomeçar .

O segredo para ter sucesso na retomada é cultivar a paciência. Muitas vezes, o vigor físico volta melhor do que antes. O sujeito passa a se cuidar mais e a levar uma vida mais saudável. Muitos pacientes admitem que o câncer serviu como um marco, provocando uma reavaliação dos hábitos e dando o pontapé necessário para uma rotina física e psicológica mais equilibrada , diz a oncologista Patrícia Brandalise.

terça-feira, 16 de setembro de 2014

Jovens desafiam o câncer

A adolescência já pode ser complicada na melhor das circunstâncias, mas quando o câncer invade a vida de um adolescente, os desafios crescem de forma exponencial. Quando as perspectivas de tratamento são incertas, existe o medo de morrer jovem. Mesmo com uma chance excelente de ser curado, adolescentes com câncer enfrentam uma enormidade de preocupações emocionais, educacionais e sociais, principalmente a de faltar a atividades e perder amigos que não conseguem lidar com o câncer em alguém da mesma idade.

Além disso, existem os desafios de tentar ficar em dia com a lição de casa mesmo quando o tratamento contra o câncer rouba tempo e energia, podendo resultar em efeitos colaterais físicos, cognitivos e psicológicos de longo prazo. Sophie, que pediu para não ter o sobrenome divulgado, soube aos 15 anos que tinha osteossarcoma, câncer ósseo. Após um período de dor questionando como aquilo poderia estar acontecendo, ela fez planos, se determinou a permanecer em sua famosa escola de ensino médio em Nova York e se formar com os colegas.

Embora a maior parte do segundo ano tenha sido passada no hospital em meio a cirurgias e sessões cansativas de quimioterapia, ela foi à escola de muletas sempre que possível. Sophie deu um jeito de não perder o fio da meada e tirou notas suficientemente altas para entrar na Universidade Cornell. Agora, com 20 anos, ela está prestes a iniciar o ano como caloura universitária, em biologia e genética, além de ciências da computação. Ela pretende ir à faculdade de medicina,, então passou os últimos meses estudando para provas e sendo voluntária num hospital. Sua maior preocupação agora é ser conhecida como uma pessoa normal, não alguém que teve câncer, sendo esse o motivo para não ter o nome completo divulgado.

— Sou bastante saudável e não quero que me considerem fraca, necessitando de cuidados especiais — ela afirmou durante entrevista.

— Ter câncer coloca outras questões em perspectiva — ela acrescentou. — Eu sinto que tenho de fazer o máximo possível. Eu me envolvi em muita coisa. Tento me curtir mais. E não lamento um só minuto a forma na qual estou gastando meu tempo —

A determinação de Sophie em fazer o máximo que pode e o seu desejo por uma vida normal estão longe de serem incomuns, afirmou a Dra. Aura Kuperberg, diretora de um programa extraordinário para adolescentes com câncer e seus familiares no Children's Hospital Los Angeles, chamado Impacto Adolescente. Com doutorado em assistência social, Kuperberg começou o programa em 1988. Ele funciona com a ajuda de donativos e subsídios, merecendo ser reproduzido em hospitais do mundo inteiro.

— O maior desafio enfrentado por adolescentes com câncer é o isolamento social — ela declarou durante entrevista.

— Muitos de seus colegas ficam incomodados com a doença, e muitos adolescentes com câncer podem se afastar dos amigos porque se sentem muito diferentes, não pertencendo mais ao grupo —

No popular romance para jovens adultos "A Culpa é das Estrelas", uma adolescente num estágio avançado de câncer diz "que aquela às vezes era a pior parte de ter câncer: a evidência física da doença o separa das outras pessoas". Kuperberg contou que os adolescentes também podem se sentir isolados dentro da família.

— Pais e pacientes querem proteger uns aos outros. Eles criam uma fachada de que tudo ficará bem, sem exprimir os sentimentos de depressão e ansiedade —

Adolescente realiza sessões de terapia em grupo para pacientes jovens, pais e irmãos para que eles "não se sintam sozinhos e percebam que seus sentimentos são normais". A meta do programa, que também patrocina atividades sociais, é ajudar os jovens com câncer — alguns em tratamento, outros curados — a viver do modo mais normal possível.

— Para muitos, o câncer é uma doença crônica, que dura por um longo tempo após o fim do tratamento — disse Kuperberg. — Existem efeitos colaterais emocionais, uma sensação de vulnerabilidade, medo da reincidência e da morte, além de uma incerteza em relação ao futuro que pode prejudicar a realização de esperanças e sonhos. E também podem existir efeitos colaterais físicos e cognitivos quando o tratamento deixa para trás limitações físicas e dificuldades de aprendizado —

Porém, também é comum haver um crescimento pós-traumático que motiva os adolescentes de uma maneira muito positiva. Existe muito altruísmo, um desejo de retribuir, e empatia, a sensibilidade pelo que os outros estão passando e o desejo de ajudar. 

— Sophie, por exemplo, fazia anotações no caderno para uma colega de classe com perda auditiva causada pela quimioterapia. Ela se lembra da gratidão pela amiga que a apoiou o tempo todo em que ela fez tratamento, que ia a ver depois da escola e sentava no sofá, fazendo quebra-cabeça enquanto ela dormia. Um efeito colateral frequente do tratamento contra o câncer que agora está recebendo maior atenção é a ameaça potencial ao futuro reprodutivo do paciente jovem. Em parecer divulgado em agosto, o Colégio Americano de Obstetras e Ginecologistas pediu que médicos falassem dos efeitos do tratamento contra o câncer na puberdade, função ovariana, menstruação, sexualidade, escolha de contraceptivo, mamografia, exame Papanicolau e fertilidade.

— Com a taxa de sobrevivência bastante alta agora nos casos de câncer infantil, nós deveríamos fazer o que estiver ao nosso alcance para preservar a fertilidade futura — disse a Dra. Julie Strickland, diretora do comitê sobre saúde adolescente da entidade.

— Estamos vendo uma cooperação maior entre oncologistas e ginecologistas no sentido de planejar a preservação da fertilidade antes de começar o tratamento para o câncer —

O comitê sugeriu que, quando apropriado, pacientes jovens fossem encaminhados a um especialista em reprodução, que pode explorar a "ampla gama de opções reprodutivas", incluindo o congelamento de óvulos e embriões. Para meninos que já passaram pela puberdade, há muito tempo é possível congelar esperma antes do tratamento de câncer. Embora pacientes mulheres possam relutar em adiar o tratamento, ainda que por um mês, para facilitar a preservação da fertilidade, no mínimo elas deveriam conhecer a opção, afirmou Strickland durante entrevista. Ela descreveu possibilidades promissoras ainda que experimentais, como congelar parte ou todo o ovário e reimplantá-lo quando terminar o tratamento. Já é possível tirar os ovários do caminho no caso de garotas que precisam de radiação pélvica.

quinta-feira, 11 de setembro de 2014

Combata o Câncer com Sorriso - Denise Aguila






Câncer de Mama

O câncer de mama é o tipo mais comum nas mulheres, atrás apenas dos casos de câncer de pele não-melanoma. Estar atenta aos sintomas e realizar os exames de rastreamento periodicamente são as principais atitudes que contribuem para o diagnóstico precoce do câncer, quando as chances de sucesso no tratamento superam 90%.



quarta-feira, 10 de setembro de 2014

Gruener-saft

A região do delta do rio Yangtze representa apenas 2% da área da China, mas contribui com mais de 15% das emissões de gases de efeito estufa em todo o país. A região foi escolhida para sediar uma importante pesquisa, que avaliou o poder de desintoxicação do brócolis frente a diversos poluentes ambientais associados ao desenvolvimento do câncer.
O objetivo era determinar até que ponto o consumo diário de uma bebida com broto de brócolis poderia elevar a taxa inicial de desintoxicação de poluentes tóxicos do ar entre os indivíduos expostos a níveis excessivos, além de verificar se a resposta protetora seria sustentável. Os participantes da pesquisa receberam doses diárias da bebida a base de brócolis durante 12 semanas. Um componente bioativo derivado da verdura, o sulforafano (SF), é um anti-cancerígeno eficaz em modelos animais, e atua em parte pela indução de enzimas de desintoxicação.
Duzentos e noventa e um participantes, sendo 62 homens (21%) e 229 mulheres (79%), com idade média de 53 anos (variação de 21-65), foram recrutados na área rural da localidade chinesa de He-He Township, em Qidong, uma região caracterizada pela exposição a altos níveis de poluentes atmosféricos. Embora se tratasse de uma intervenção dietética rigidamente controlada, os participantes não foram submetidos a  nenhuma restrição alimentar durante o estudo, realizado entre outubro de 2011  e janeiro de 2012.
Os participantes consumiram uma bebida placebo ou a bebida preparada com broto de brócolis por 84 dias consecutivos (12 semanas). A excreção urinária foi medida antes e durante a intervenção.
O estudo mostrou que a ingestão da bebida com broto de brócolis melhorou a desintoxicação de alguns poluentes transportados pelo ar e pode atenuar seus riscos para a saúde a longo prazo. Ao final da análise, os resultados mostram que o consumo da bebida a base de brócolis aumentou os níveis de excreção dos derivados de poluentes, como conjugados de benzeno (61%) e acroleína (23%), mas não foi encontrado crotonaldeído naqueles que receberam a bebida de broto de brócolis em comparação com o placebo.
Cristiane Hanashiro, nutricionista do Hospital Beneficência Portuguesa, explica que o brócolis é indicado como um alimento que atua na prevenção, ajudando a diminuir o efeito tumoral. “No caso dos poluentes que apresentam risco para desenvolver o câncer, o brócolis é considerado um desintoxicante, pois leva à diminuição da substância que pode levar ao tumor”, diz.



Além da desintoxicação, prevenção
Alguns estudos já haviam revelado os benefícios do brócolis. O consumo de duas ou mais xícaras de brócolis por semana apresentou uma diminuição de 44% na incidência do câncer de bexiga. Outro estudo realizado em 2003, em Tóquio, evidenciou que algumas substâncias no brócolis bloqueavam o crescimento das células do melanoma.
E não é apenas o brócolis, mas o conjunto de alimentos que ajuda na prevenção do câncer. “Cada um tem um elemento específico que vai atuar como substância bioativa. Quando você faz uma dieta equilibrada e variada, isso repercute de maneira benéfica a longo prazo”, diz a nutricionista.
Para o indivíduo saudável, o brócolis é um alimento importante em termos nutricionais. É rico em vitamina C, que ajuda no sistema imunológico, em vitamina A, essencial para a visão e reprodução, além de conter fibras que ajudam no funcionamento intestinal. “Isso tem que estar aliado a uma dieta equilibrada e diversificada, além do estilo de vida e atividade física. Tudo isso vai repercutir de uma maneira positiva. O brócolis é um elemento preventivo, mas existem outras questões relacionadas ao desenvolvimento do câncer”, ensina Cristiane.
É bom, mas para o paciente de câncer, nem sempre
Ela ressalta ainda que a ingestão de determinados alimentos, mesmo considerados saudáveis, depende do momento e das condições de saúde de cada pessoa.  No caso do paciente oncológico, a dieta pode variar até de acordo com o tratamento — se está recebendo quimioterapia ou radioterapia. O brócolis, por exemplo, possui vários benefícios, mas contêm substâncias que podem fermentar. É comum pacientes em determinado período do tratamento terem um pouco de diarreia e gases. Nesse caso, o brócolis não é indicado, pois é rico em fibras que vão estimular o intestino e induzir a diarreia. “Nesse momento eu só vou intensificar o efeito colateral. Por isso, não dá para falar para o paciente comer ou tomar o suco de broto de brócolis todo dia. A indicação muda de acordo com o momento”, explica a especialista.
Alerta
A exposição à poluição do ar tem sido associada com o câncer de pulmão e doenças cardiopulmonares. A IARC (Agência Internacional para Pesquisa sobre Câncer) classificou recentemente a poluição do ar e partículas de poluição como agentes cancerígenos.

Closeup on woman applying roller deodorant on underarm

CONFIRA 8 CUIDADOS PARA A PELE DE QUEM FAZ QUIMIO OU RADIOTERAPIA

Passar um creme na pele do rosto e do corpo antes de dormir, algo tão corriqueiro para a maioria das mulheres, pode não ser um processo tão simples após passar por uma quimio ou radioterapia. Nesses casos, os cuidados devem ser intensificados, já que a pele fica fragilizada: pode coçar, ficar vermelha, irritada, seca, escamosa, entre outros efeitos colaterais. E os homens também devem ficar atentos, principalmente na hora de se barbear.
Não ignore mesmo atividades muito rotineiras. Não se deve usar produtos como desodorantes e perfumes sem antes avisar o médico. O mesmo vale se for necessário fazer curativos em alguma ferida. O INCA (Instituto Nacional do Câncer) dá dicas específicas de como cuidar da pele ao passar por tratamentos contra o câncer. Confira as instruções:
Radioterapia



1. Lave a área irradiada com água e sabão e enxugue com uma toalha macia, sem esfregar;
2. Não entre em saunas, banhos quentes, nem utilize sacos de água quente ou gelo,  lâmpadas solares ou qualquer outro material sobre a pele em tratamento;
3. Proteja a pele da luz solar até um ano depois do fim do tratamento, usando protetor solar fator 15, blusa ou camiseta;
4. Evite usar roupas apertadas, sutiãs, camisas com colarinhos, calças jeans etc.;
5. Não use tecidos sintéticos do tipo nylon, lycra, cotton ou tecidos mistos com muita fibra sintética. A roupa deve ser feita de algodão.
Quimioterapia
6. Ao se depilar e fazer a barba, tenha bastante cuidado para não se cortar (se possível, use barbeador elétrico);
7. Nas mãos, evite retirar cutículas e seja cuidadoso ao cortar as unhas;
8. Caso sinta ressecamento da pele ou descamação, passe hidratante que não contenha álcool (como por exemplo óleo de amêndoa ou leite de aveia).